Uma História Da Magia - Batilda Bagshot

written by Agnes K.

(**This book is a translated version of "A History of Magic"/Este livro é uma tradução**) O livro ideal para iniciantes em História da Magia, sendo inclusive leitura obrigatória para alunos do primeiro ano de Hogwarts. Escrito pela famosa bruxa historiadora Batilda Bagshot, "Uma História da Magia" se torna um livro indispensável para todos aqueles interessados em desbravar o passado do mundo da magia.

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05/31/21

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Capítulo 5: Primeiras Comunidades Mágicas: Ásia

Chapter 5

Mesopotâmia

Uma das primeiras civilizações conhecidas do mundo, era formada por uma variedade de cidades-estado. Embora não haja evidência de presença de bruxos em todas essas cidades-estado, as cidades-estado que mostraram sinais de magia precoce e complexa e preparo de poções são a Suméria e a Acádia. Arqueólogos encontraram um amuleto na Suméria que manteve sua magia por vários milênios e continuou tão poderosa que os arqueólogos passaram meses no St. Mungos se recuperando de seus efeitos mágicos.

Certamente, Trouxas nessas sociedades reverenciavam seus colegas mágicos como Curandeiros e Videntes. Muitos desses bruxos e bruxas eram tão poderosos que conquistaram um lugar permanente nas religiões dessas civilizações e foram considerados seres divinos por seus colegas Trouxas. Tomemos, como exemplo, a deusa Babilônica e Assíria Ishtar. Lendas falam sobre ela ter uma força atrativa devoradora, fazendo animais e pessoas se apaixonarem perdidamente por ela e entrar em depressão assim que ela os deixasse. Historiadores mágicos acreditam que Ishtar fabricava uma forma primitiva da Amortentia e a usava em todas as pessoas que desejava.

Outro exemplo de bruxo que se tornou enraizado nas lendas mesopotâmicas é Gilgamesh, a figura principal nos primeiros trabalhos conhecidos da literatura. Nos textos sumérios, Gilgamesh é descrito como dois terços deus e um terço mortal e que parte numa jornada épica para encontrar a imortalidade. Arqueólogos encontraram traços de poções da imortalidade muito fracas na Suméria, sugerindo que Gilgamesh tentou estender sua vida magicamente. A Epopeia de Gilgamesh também caracteriza a luta de Gilgamesh contra a besta cuspidora de fogo chamada ‘Humbaba.’ Muitos historiadores acreditam que essa besta tenha sido de fato um ancestral do Rabo-Córneo Húngaro, que se correlacionaria com sua descoberta de vários ossos grandiosos fossilizados nessa área.

Por outro lado, os mesopotâmicos também temiam uma influência de magia negra e eventualmente abateram grupos de bruxos. Claro, que esses bruxos não eram totalmente livres de culpa. Um texto Trouxa Babilônico fala da dor que uma moça sofreu nas mãos de um bruxo, que acabou conseguindo arrancar ambos os olhos e vários de seus dentes sem tocá-la. Muitos historiadores mágicos acreditam que esse acidente inspirou Hammurabi a criar seu famoso código, com a lei ‘olho por olho, dente por dente.’

Fenícia

Os fenícios, um grupo de pessoas que se envolveram muito no comércio marítimo, são talvez mais conhecidos pelo seu alfabeto escrito. Enquanto historiadores trouxas tentavam decodificar esse alfabeto, encontraram diversas palavras-chave e frases que indicam que esse alfabeto era na verdade uma primeira tentativa de compartilhar seus Encantamentos descobertos. É de se duvidar que os fenícios tenham chegado a criar varinhas, o que sugere que esses feitiços foram feitos para serem executados sem o uso desta. (Os fenícios provavelmente usavam várias varas de madeira para projetar seus barcos, mas não descobriram seus usos como varinhas.) Um dos feitiços pode ser lido como ‘rir-rir or wal lat ick nur geg’ e inclui uma introdução que sugere que era uma forma primitiva do ‘Vipera Evanesca,’ o feitiço de Banimento-de-Serpente, usado para combater serpentes que os atormentavam nas estepes. Especialistas em Encantamentos Modernos não tem conseguido replicar os efeitos desse feitiço. Os feitços foram formulados por sacerdotes em Byblos, mas apareceram no Egito algumas décadas mais tarde, o que sugere uma interação entre as duas comunidades mágicas.

Vale dos Indus do Rio

Práticas Mágicas tinham um forte domínio nas civilizações do Vale dos Indus do Rio que 80% de seus artefatos mostram traços de magia. Eles conseguiram canalizar magia em pulseiras, miçangas e vasos. Embora historiadores tenham dúvidas quanto aos propósitos dessa magia, eles especulam que essa mágica servia para outras finalidades além da defesa. Um bracelete pequeno, talhado carrega traços de magia bastante semelhantes ao Encantamento de Torcimento. 

Conforme o sistema de castas começou a ser estabelecido, bruxos ganharam posições no topo da sociedade, ao lado de sacerdotes, ou Brâmanes. Esses feiticeiros eram fundamentais na proteção dos vilarejos contra os vampiros Lahoo , que aterrorizaram os antigos Indianos por vários séculos. Esses bruxos criaram métodos extremamente avançados para afastar vampiros, alguns dos quais ainda são utilizados nos dias atuais, para proteger a India. Um Trouxa escreveu, ‘O homem demônio, com sangue pingando de suas presas veio à minha casa hoje, mas ele não pôde entrar por causa do alho que o divino, Lahsun, me deu.’ Muitos suspeitam que a civilização do Vale dos Indus do Rio não teria resistido sem esses bruxos.

Estepes Asiáticos

Historiadores mágicos não se importaram muito com os Hunos, um grupo de nômades Asiáticos, até o final dos anos 70. Anteriormente, historiadores mágicos pensaram que a sociedade Huno era selvagem demais para possuir qualquer presença mágica. Tudo mudou quando um historiador mágico, Robert Meddleweb, se deparou com as anotações de uma historiadora trouxa à respeito dos Hunos, que descreviam um estranho fenômeno: ‘Alguns acreditam que os Hunos apenas apareceram nos Estepes do Leste Asiático. Claro, que isso é impossível. Contudo, arqueólogos não foram capazes de encontrar qualquer artefato que explicasse de onde os Hunos vieram,’ escreveu Anna Zakowsky.

Meddleweb rapidamente interpretou esses resultados como significando que os Hunos haviam aparatado de alguma outra área da China, sem deixar traços de sua viagem—pelo menos, nenhum que pudesse ser entendido por Trouxas. Outros historiadores duvidam da teoria de Meddleweb, incluindo Harrison Byproo: ‘Aparatação não é algo que apenas acontece por acidente. Pensem no quão difícil é para jovens do sexto ano aparatarem. Sugerir que uma nação inteira pudesse aparatar com sucesso é ultrajante.’

A isso, Meddleweb rebateu, ‘Pensem na magia como um animal. Agora, conseguimos domesticá-la, fazê-la responder a certas palavras e se comportar de maneira previsível, mais ou menos. Naquela época, ela era muito mais incontrolável mas também significativamente mais poderosa. Nós a atenuamos para torná-la mais segura.’ Assim, a magia dos Hunos permitiu que uma comunidade inteira se realocasse espontaneamente. Claro, que esse incidente também teria levado a grandes quantidades de efeitos adversos, para os quais Meddleweb localizou evidências importantes.

Grande parte dos restos dos esqueletos Hunos mostram sinais visíveis de deformação. Arqueólogos trouxas explicaram isso como ‘o desgaste do tempo,’ mas historiadores mágicos entenderam essas irregularidades como sinais de estrunchamento. Contudo, o efeito mais impactante da aparatação fracassada foi a hiperatividade magica resultante da qual os Hunos sofreram, já que a aparatação teve efeitos adversos em suas habilidades mágicas e mentais. Hiperatividade mágica é uma condição que perdura até os dias atuais, causando a liberação incontrolável de rajadas de magia por bruxos. Isso explica a força brutal do Hunos ao invadirem e destruírem os territórios vizinhos.

Conforme o tempo passou e os Hunos se misturaram com as pessoas ao seu redor, o potencial mágico diminuiu em suas comunidades. A magia começou a se tornar um talento raro, e os Hunos continuaram a respeitar aqueles em sua comunidade que o possuíam. Na verdade, Atilla o Huno, o líder mais notório dos Hunos, ele próprio um aborto, se cercou de uma equipe de conselheiros mágicos e valorizou o povo mágico de sua comunidade. Atilla ainda foi tão longe que reconsiderava matar as pessoas que encontrava caso elas performassem um truque mágico para ele.

China

Talvez o papel mais importante dos antigos feiticeiros da China tenha sido controlar o Rio Amarelo. A sociedade Chinesa antiga era tão harmoniosa e bem sucedida graças ao domínio do Rio Amarelo, que resultou principalmente do trabalho de bruxos. Usando feitiços de levitação para construir uma represa e poderosos Encantos da Natureza, os bruxos Chineses conseguiram evitar que o Rio Amarelo transbordasse. Durante períodos de seca, esses mesmos feiticeiros conseguiram conservar grande parte das plantações da civilização com uma forma primitiva de Aguamenti. Bruxos Chineses também ajudaram afastar os jpa mencionados Hunos e outros grupos nômades. No entanto, a magia Chinese era tipicamente muito mais controlada e fraca do que a força bruta da magia dos povos nômades, desencadeando constantes invasões dos estrangeiros.

Depois do Periodo de Guerra dos Reinos e a criação do Legalismo, os imperadores Chineses começaram a criar leis restringindo os poderes dos bruxos, alegando que eles estavam ameaçando a ordem das coisas dentro da comunidade. Assim, os bruxos foram forçados a parar com a prática de magia, a menos que autorizados para fazê-lo pelo governo. Qualquer bruxo que violasse essa restrição era ou exilado ou banido.


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